"E allora
sentii la lattuga che diceva Dovè il mio cervello, bastardo?
(da Spider di
Patrick McGrath)
E
então senti a alface que dizia onde esta o meu celebro bastardo?.
(de Aranha(SPIDER) de Patrick Mcgrath)

Eun film spiazzante questo Spider, almeno per chi è
abituato al cinema mutante e provocatorio di Cronenberg.
Inizia in modo sommesso e quasi neorealistico, e poi cresce lentamente, si attorciglia
nella mente dello spettatore proprio come una scomoda e conturbante ragnatela. Il rigore
filosofico del regista canadese entra qui nel terreno della psichiatria e la sua mise en
scene è proprio quella della mente umana, una mente disturbata e contorta.
Il film incede lento, mentre Cronenberg
offre brandelli di realtà che lo spettatore accumula nel corso del film come fa Spider
(un sempre più convincente Ralph Fiennes) con i pezzi di filo, i vecchi bottoni, le
matasse di corda che infila nelle maniche del logoro cappotto e dentro la cintura dei
pantaloni.
A ben vedere in filigrana quella che descrive il
regista canadese è pur sempre una mutazione, certo non letterale come quella di The Fly,
ma non per questo meno inquietante. E quella delluomo- insetto che accumula
brandelli di realtà e li tesaurizza, per creare una sua trama immaginaria con la quale
agganciarsi al reale e interpretarlo.
Il potenziale di inquietudine del film sta nella capacità di
imprigionare lo spettatore nella tela senza che lui ne sia consapevole, anzi illudendolo
di guardare ai fatti con lucidità. Lo stato perenne di attesa che capiti qualcosa di
devastante viene continuamente sconfermato dal realismo apparente delle immagini. Noi
crediamo alla madre buona, alla matrigna
prostituta e sguaiata, al padre omicida e
allistitutrice sadica e punitiva, e soprattutto crediamo agli occhi e alla mente di
Spider che diventano i nostri occhi e la nostra mente.
La fotografia di Peter Suschitzky dalle tonalità
fredde e azzurrine, a tratti taglienti, sospende i volti e gli oggetti in una dimensione
ambigua, a metà tra il reale e lonirico; molti dettagli inoltre richiamano la
bizzarria e lincongruenza della mente schizofrenica come la biscia nella ciotola, il
quaderno scritto con grafia febbrile e contorta, la ragnatela di schegge di vetro in cui
verrà incastrato un ultimo frammento.
Il mondo dickiano del precedente eXistenZ resta alla fine pur
sempre un gioco, se non un giocattolo, nonostante le pericolose incursioni nella realtà
che hanno comunque un che di avventuroso e rocambolesco più vicino al mondo virtuale ma
ancora rassicurante della play station.
Il mondo di Spider invece è quello creato dalla malattia e
dallalienazione schizofrenica, un
mondo in cui il soggetto è soprattutto
solo e condannato allincomunicabilità e allincomprensione. È una realtà
distorta popolata da quelli che noi crediamo personaggi ma che sono invece le proiezioni
crude e malvagie dellinconscio del protagonista.
Se
la morte in Crash diventa un gioco-sfida erotico, unestrema perversione contro un
sistema che la rimuove, in Spider la morte, anzi lomicidio, diventano una
necessità, un estremo atto di sopravvivenza e dunque di resa ai fantasmi disturbanti
dellinconscio.
Tulip
è um filme que nos transporta fora da realidade este Aranha
(SPIDER), pelo menos pra quem é habituado ao cinema mutante e provocativo de Cronenberg. O mesmo inicia
em um modo submisso e quase real e depois vai crescendo devagar e se enrosca na mente do
telespectador, igualmente a uma teia perturbante e incômoda. O rigor filosófico do
escritor canadense entra no terreno na psiquiatria e aquilo que coloca em cena é próprio
aquela análise da mente humana, isto é, uma mente perturbada e torcida.
O filme prossegue devagar, enquanto no decorrer do
mesmo Cronenberg oferece um pouco de realidade ao telespectador, o modo em Aranha (SPIDER) faz as
coisas é cada vez mais convencente, Ralph Fiennes com os pedaços de fios, os velhos
botões, os rolos de corda que coloca no surrado sobretudo e dentro do cinto das calças.
Vendo bem nitidamente aquilo que escreve o escritor canadense continua sendo metamórfico,
não ao pé da letra como A mosca (The fly), mas não é por isso que
é menos perturbante. è aquela estória do homem inseto que acumula cacos de realidade
para enteisorar, cria uma trama imaginária e se liga ao realismo assim interpretado.
O potencial de
inquietação do filme esta na capacidade de prender o telespectador na tela sem que ele
saiba, iludindo-o a observar as fotos lucidamente. O estado de perpetua espétua espera
faz com que se chegue a um entendimento devastante que vem sendo confirmado em
continuação do realismo aparente das imagens. Nós acreditamos na mãe boa, na madrasta
prostituta e ordinária, ao pai assassino e na ensinante sádica e severa, e sobre tudo
acreditamos nos olhos e a mente do Aranha (SPIDER) é que diventa os nossos olhos e a
nossa mente. As fotos de Peter Suschitzki que são de tons frios e de um azul claro com
traços bem talhados, levanto os rostos e objetos em uma dimensão ambígua, a metade
entre o realismo e irônico, muitos detalhes no caldeirão, o caderno escrito com letras
trêmulas, a teia de cacos de vidro na qual vem encontrado um último fragmento. O mundo
Dickiano do antecedente eXistenZ resta
sendo o final se não sempre um jogo ou
melhor, o brinquedo. Apesar das perigosas entradas na realidade as cenas tem algo de
aventuroso e incrível e no mesmo tempo perto do mundo virtual cada vez mais refoçante do
PLAY STATION.
O mundo de
Aranha(SPIDER) ao invés é aquele criado da doença e da loucura esquisofrenica, um mundo
em que o sujeito e sobre tudo solitário e condenado ao isolamento e a incompreensão de
todos. é uma realidade torcida habituada da aqueles que nós acreditamos personagens mas
que na verdade são reflexos crús e malvados do sub consciente do artista principal.Se a
morte em crash se transforma em um jogo de desafio erótico, uma extrema perversão contra
o sistema faz mover em Aranha(SPIDER) a morte, ou melhor os omicìdios, que para ele se
transforma em uma necessidade, um extremo ato de sobrevivência e portanto de rendimento
aos fantasmas perturbatòrios da sua inconsciência.
Testo di Tulip e
traduzione di Cunhatã